Quem disse que futebol não é coisa de mulher? Bom, para provar o contrário, a partir de agora, regularmente mostrarei como uma jornalista, mulher e apaixonada por esportes e, claro, futebol, é capaz de falar do assunto com a mesma propriedade que os homens!
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O tempo passa amigos! E para nossa tristeza vão-se os ídolos! Na última quarta-feira (3), o futebol perdeu mais uma de suas estrelas, o ex-goleiro da seleção uruguaia e do Atlético Mineiro, Ladislao Mazurkiewicz. Aos 67 anos, o ex-atleta faleceu em decorrência de problemas respiratórios e renais.
Ladislao Mazurkiewicz
Se você é novo e não curte muito história do futebol, certamente nunca ouviu falar nesta figura. Agora, se você tem avós ou pai fanáticos pelo esporte, com certeza ouviu falar deste arqueiro.
Na Copa dos Sonhos, a de 1970, Mazurkiewicz foi eleito um dos melhores jogadores da competição. No entanto, não foram suas defesas as responsáveis pelo estrelato, mas sim o drible de corpo dado por Pelé, na semifinal, em que o goleiro deixou que a bola passasse entre suas pernas e, por obra do destino, o Rei chutou errando o gol.
Lances geniais assim acontecem pouco nos dias de hoje. Driblar e defender com maestria tornaram-se itens raros no futebol de resultados de agora.
O fato é que Mazurkiewicz contribuiu para que hoje tivéssemos boas histórias para contar. Afinal, teve uma carreira brilhante defendendo o Peñarol de 1966, campeão da Libertadores e da Copa Intercontinental, o Atlético Mineiro (1972 a 1974), o Granada, da Espanha (1974 a 1978), o Cobreloa, do Chile (1979), e o América de Cali, da Colômbia (1981). Encerrou a carreira no Peñarol, em 1981.
Certo mesmo é que houve dois dribles que Mazurkiewicz não conseguiu pegar: o de Pelé e o da morte! Assista ao lance histórico:
Em tempos de MMA, quem tem menos de 30 anos não deve se lembrar de uma boa luta de boxe. Talvez alguns ainda se lembrem dos tempos de Popó, mas, certamente, não passaram madrugadas acordados para ver feras como Mike Tyson, George Foreman, Evander Holyfield e, porque não, Maguila, dar um show nos ringues?
Foreman no chão após ser nocauteado por Ali
Pois saibam que o maior combate de todos os tempos está prestes a completar 40 anos e, até hoje, se você perguntar para os amantes de boxe, eles certamente dirão que a luta entre Muhammad Ali e George Foreman, no Zaire, em 1974, é o clássico dos clássicos dos ringues.
O combate tinha temperos que hoje saboreamos nas noites de UFC. Só para relembrar, basta dizer que Foreman, aos 23 anos, era o atual campeão mundial e tinha um histórico de fazer muito lutador tremer de medo: 40 vitórias, com 37 nocautes.
Livro indispensável para quem gosta
de histórias do esporte
Aos 32 anos, Ali era um ídolo contestável nos EUA. Tinha ficado anos afastado do boxe após se recusar a lutar na guerra do Vietnã. Em sua volta aos ringues, havia decepcionado críticos e fãs com lutas sem muita maestria. Afinal, o ex-campeão mundial não demonstrava o mesmo perfil de boxeador do passado.
Neste contexto, o desafio de Ali contra Foreman aconteceu numa jogada de marketing do empresário Don King – aquele mesmo que depois caiu em desgraça por possível associação com o crime organizado – que, financiado pelo ditador do Zaire, Mobutu Sésé Seko, levou o combate para o país africano.
Apesar do aspecto marketeiro, o combate também refletia a tensão racial americana que ainda vivia sob a luta dos direitos civis dos negros. Sendo assim, Ali representava a população negra que brigava por seus direitos, enquanto Foreman era o representante do establishment da sociedade branca norte-americana.
Detalhes políticos à parte, o combate Ali x Foreman foi uma verdade aula de boxe, em que o mestre dos ringues apresentou ao novato campeão que era necessários mais que músculos para vencer.
Ali, um atleta extremamente técnico e inteligente, logo percebeu que Foreman, apesar de muito forte, movimentava-se pouco e não fazia combates duradouros. Sendo assim, treinou para aguentar a artilharia de socos do opositor e levou a luta até o oitavo round, deixando George cansado e entregue à maestria de Ali.
A história desta luta foi contada pelo grande escritor americano Norman Mailer, aquele que foi casado com a Marilyn Monroe, no livro "A luta". Uma obra que traz detalhes da preparação deste combate inesquecível!
Leitura quase que obrigatória para os apaixonados pelos ringues e, porque não, para os louco pelo octógono?
Assista ao vídeo e tire suas próprias conclusões:
P.S. Detalhe: esta blogueira ama boxe e MMA e está doida para ver Anderson Silva lutar com Jon Jones, no que talvez, se torne o maior combate do século XXI!
Com a chegada de 2013 é inevitável não fazer um balanço do ano anterior no esporte nacional e mundial.
O primeiro e mais esperado momento mundial foram o Jogos Olímpicos de Londres. Os atletas mais consagrados da competição foram Michael Phelps e Usain Bolt. O Brasil novamente decepcionou no futebol – feminino e masculino – e no vôlei masculino que estiveram prestes a conquistar o ouro. No entanto, o país revelou o ginasta Arthur Zanetti, ouro nas argolas; a judoca Sarah Menezes e a seleção brasileira de vôlei feminino que, contra todas as espectativas, novamente subiu ao todo do pódio sob o comando de José Roberto Guimarães.
No futebol, o Santos chegou ao seu centenário, mas perdeu a força de um time competitivo tendo apenas Neymar como maior estrela.
Destaque mesmo foi o Corinthians que, sem ter um time de craques, apostou no entrosamento e na coletividade de ir em busca dos títulos que tanto sonhava e, para a tristeza de seus arquirrivais, conquistou a Taça Libertadores da América invicto em cima do Boca Juniors. Para coroar o ano, foi ao Japão e sagrou-se bicampeão mundial ao bater o britânico Chelsea. No entanto, o maior destaque das conquistas, como não podia deixar de ser, foi a Fiel Torcida que, por mais um ano, manteve-se como o maior públicos dos campeonatos disputados. Detalhe: time levou cerca de 30 mil torcedores para o outro lado do mundo, sendo recordista de maior deslocamento de torcidas entre continentes dos últimos anos.
Ainda em terras brasileiras, o Fluminense sagrou-se tetracampeão brasileiro numa equipe comandada pela estrela do goleiro Diego Cavalieri e do centroavante Fred.
No tênis mundial, o mundo se encantou com o jogo de sérvio Novak Djokovic, número 1 da categoria.
No futebol mundial, como nos últimos 3 anos, a estrela foi o argentino Lionel Messi que bateu o recorde de gols em uma temporada, que pertencia ao aleão Gerd Müller. Agora, o recorde é de Messi, com 91 gols.
Alguma dúvida de que Messi será eleito, pela quarta vez, o melhor jogador do mundo em janeiro? Feliz ano novo!
Mais um clube brasileiro chega aos 100 anos. A bola da vez é o alvinegro praiano que nos deu a honra e graça de apresentar ao mundo o maior jogador de todos os tempos. E não foi só isso.
Nesses 100 anos de existência o Santos mostrou ao mundo a beleza do futebol arte, misturado com ousadia, alegria e competência. Mais que futebol de resultados, Santos é o verdadeiro exemplo jogo bonito.
Afinal, foi lá na Vila Belmiro que surgiram monstros sagrados que mostraram que driblar pode ser tão fácil quanto andar de bicicleta...ou fazer gol de bicicleta.
É fato que desses 100 anos, 65 deles o Santos não conquistou título alguém. Também pudera, enquanto teve Pelé, conquistou o mundo. E isso é algo para poucos, muito poucos.
Lá na areia da praia surge a cada geração craques que cravam na memória da gente jogadas inesquecíveis. E não tem como, você pode torcer para outro time, mas em alguém momento – mesmo que em segredo – vai admirar aqueles meninos da Vila.
Seja da geração Pelé, Serginho, Robinho ou Neymar, algum vez em sua vida você desejou ou sonhou que um deles mudasse de time só para deixar de atormentar o seu, não é mesmo?
De fato, o Santos é daquelas equipes que causam pouca rivalidade. Afinal, quando eles estão em alta, ficamos embasbacados admirando suas conquistas. E aí, pra quem ama ver a bola rolando com graça e genialidade só resta assistir.
Porque, no fim das contas, todo time grande só é grande se tiver adversários à sual altura. E assim, nesse centenário alvinegro só temos que agradecer aos deuses da bola por ter deixado o raio do futebol-arte cair tantas vezes num mesmo lugar.
Parabéns torcida santista! E vida longa ao Santos Futebol Clube!
E como muitos esperavam, Adriano aprontou mais uma das suas e foi afastado dos próximos dois jogos do Corinthians pelo técnico Tite.
Segundo informações de bastidores, como sempre, a culpa foi da balança. Adriano teria se negado a subir na balança para pesagem rotineira. A deixa do jogador foi simples e direta: "Não vou subir na balança porque eu sou o Adriano".
O preparador físico Fabio Mahseredjian ainda insistiu e Adriano manteve-se irredutível.
A informação sobre a recusa de subir na balança chegou a Tite que, imediatamente, barrou o atacante do jogo contra o Guarani, no Paulistão, e contra o Cruz Azul do México, pela Libertadores.
A briga foi feia. Tite atrasou em uma hora para a coletiva de imprensa e, visivelmente, alterado declarou que o Corinthians é maior que qualquer jogador.
A confusão com o atacante já estava para explodir logo cedo quando Adriano, em entrevista para a Rede Globo, disse estar chateado por não ter sido escalado para os jogos da Libertadores. Tite não gostou.
Corinthians e sua comissão técnica tiveram paciência de sobra com as falhas de Adriano. O atacante foi perdoado e apoiado diversas vezes e, mesmo com todo aparato dispensado, não conseguiu render o esperado.
Sua grande chance tinha sido no clássico contra o Santos. Não rendeu, embora toda equipe tenha jogado mal.
Poupado na partida contra o Nacional do Paraguai na última quarta-feira, Adriano estava escalado como titular para o jogo deste sábado. Com a confusão perdeu a titularidade e, quiçá, um espaço no time.
Evidentemente o atacante não tem correspondido às expectativas. E, aparentemente, desistiu de ser o Imperador de outrora.
Provavelmente, forçará uma saída do clube e seu destino deve ser o Flamengo, seu time de coração que, com a saída do técnico Wanderley Luxemburgo, deve abrir as portas para seu retorno.
Ao Corinthians fica a lição de que nem todos são como o Fenômeno e que o problema da balança nem sempre é tão fácil de superar.
Em tempos onde esportes consagrados como o boxe perdem espaço, o MMA ganha adeptos e seguidores. E não é a toa. O Brasil é a grande referência no esporte e, como tal, gera heróis e anti-heróis.
Com Anderson Silva a coisa é diferente. Ídolo inconstestável, é admirado pelo caráter, retidão e, claro, pela forma sensacional como conquista vitórias inesquecíveis no octógono.
No próximo dia 16 de março parte desta história será apresentada nos cinemas com a chegada de "Como água", filme que mostra a preparação de "Spider" para a luta em que derrotou seu maior rival, o americano Chael Sonnen, em agosto de 2010.
Anderson Silva conseguiu bateu o americano quando ninguém esperava. Após domínio de Sonnen nos primeiros cinco rounds, Spider conseguiu uma finalização inacreditável contra o arquirrival.
Spider e Sonnen devem se reencontrar novamente na defesa do título dos peso-médios, em luta programada para o Brasil, em junho deste ano.
Até lá, bastará aos fãs acompanhar as provocações do americano e admirar a virada pra lá emocionante de Spider nos cinemas. É pagar pra ver. Afinal, à la capitão Nascimento sabemos que "nunca serão. Jamais serão".
Durante alguns anos o tenista Gustavo Kuerten conquistou os corações de brasileiros e estrangeiros ao dominar com alegria e genialidade as quadras de tênis do mundo.
O 'manezinho da ilha' fez dos brasileiros grandes entendidos em um esporte que não é nosso, graças à imensa falta de ídolos desde que Senna nos deixou.
Trouxe a nosso tão cansado e sofrido povo o orgulho de ser brasileiro, mostrando que mesmo quando tudo conspira contra é possível se superar e conquistar um lugar no topo do mundo.
Durante 43 longas semanas nos tornamos número um do ranking junto com ele. Acompanhamos embasbacados o ir e vira da bolinha batendo na raquete torcendo por cada ponto como se fosse um gol.
E como foi lindo – e emocionante - ver aquele menino de sorriso largo se tornar o rei de Roland Garros não uma, mas três vezes.
Mas sonhos bons terminam cedo. Uma lesão tirou das quadras, precocemente, uma de nossas maiores alegrias. Mas não tem problema não. O 'manezinho da ilha' tinha crédito de sobra e teve, como todos os grandes deuses do esporte, pode sair de cena de cabeça erguida deixando em nossa memória momentos inigualáveis.
E hoje o mundo reconheceu seu papel no Olimpo do tênis. Guga é o segundo brasileiro a entrar para o Hall da Fama do tênis.
Merecido hoje o menino de sorriso largo chorou. Não de tristeza, mas de saudades do tempo em que entrar na quadra era sua maior brincadeira.