Amigos e amigas, o inimaginável aconteceu. O Brasil não só
ganhou da Espanha na final da Copa das Confederações, como deu um baile no
melhor futebol do mundo. Não adianta dizer eu já sabia. Não, ninguém sabia que
isso ia acontecer!
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A favor da seleção, mas contra o lado podre do futebol |
Talvez as mais patriotas, que assistem futebol alienados do
que está ao redor dele, tenham tido a certeza/esperança de que a seleção de
Felipão sairia campeã da competição. Os outros, aqueles que acompanham o
esporte diariamente, com olhos mais argutos, sabiam que a missão era difícil.
Essas pessoas, Felipão e alguns jogadores, não entenderam nada
do que a imprensa esportiva criticou nos últimos anos e dias. Ninguém critica a
Seleção Brasileira e o futebol por puro prazer ou masoquismo. Criticamos a
falta de planejamento, o estágio de decadência no qual estávamos nos afundando,
a corrupção na CBF, o fato de um homem como Marin comandar nosso maior orgulho
nacional e, em parte, o autoritarismo do técnico do selecionado.
E isso, amigos, é o dever da imprensa. Não porque quer se
desfazer daquilo que mais amamos, mas porque é seu dever alertar sobre essas
questões e fazer com que o torcedor reflita além da bola em campo.
Não é à toa que milhares foram às ruas para protestar contra
os gastos exorbitantes com a futura Copa do Mundo. E não fizeram isso porque
não querem a competição no Brasil ou porque torcem contra a Seleção. Nada
disso! Queremos que as coisas sejam feitas do jeito certo, dando atenção a
coisas tão ou mais importantes quanto o futebol. Simples assim!
Brasileiro ama futebol e, consequentemente, ama a Seleção. E
isso, nem em tempos de ditadura, fez com que torcêssemos contra nosso futebol. Quem achou que era isso, como disse Daniel
Alves e Felipão em suas últimas coletivas de imprensa, é porque não entendeu
nada.
Uma coisa é contestar os desmandos de Marin, Fifa e CBF.
Outra é torcer a favor de que nosso futebol voltasse a ser brilhante como
sempre foi.
Ganhar da Espanha, e de goleada, é bom e dá ao Brasil a
força que precisava para enterrar de vez o Maracanazzo e levantar a taça em solo
brasileiro. Mas isso, amigos, jamais vai apagar o dever de informar e
questionar o que está errado.
Temos que aprender a torcer a favor do Brasil dentro e fora
do campo. Porque se o esporte mobilizou tantas pessoas na “copa das
manifestações”, imagina o que não pode fazer a favor de tudo aquilo que
interfere em nossas vidas diariamente? Pense nisso!
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