sexta-feira, 31 de maio de 2013

"Quem não gosta de futebol bom sujeito não é"


Sempre tentei compreender como alguém pode não gostar de futebol. Para uma apaixonada como eu, talvez seja mesmo difícil. Mas, parodiando o grande Dorival Caymmi, penso que “quem não gosta de futebol bom sujeito não é”.

Explico: só o futebol, esporte bretão por origem e mundial por vocação, pode oferecer emoções à flor da pele como as que os torcedores do Atlético Mineiro sentiram ontem.

Para quem não viu o jogo é simples: o Galo empatava em 1 a 1 com o Tijuana e estava com passaporte carimbado para as semifinais da Libertadores até que, nos acréscimos, o juiz apitou um pênalti contra o time brasileiro.

Galo está há alguns jogos de título inédito
Eu, que não tenho ligações umbilicais ou clubísticas com o Galo fiquei em choque. Sim, o sonho de ficar mais perto da conquista sul-americana seria decidida em um chute. Imagine a cena! Os torcedores caíram aos prantos, pois embora pênalti seja loteria, o terror no Horto virou de lado.

Mas, como no ano passado como aconteceu com o Corinthians, o alvinegro mineiro está com sorte de campeão. E isso, amigo, para ganhar a Libertadores conta MUITO! E, em uma defesa magistral, daquelas para entrar na história, Vítor defendeu e segundos depois o juiz acabou o jogo.

Posso estar errada, mas emoção assim até acontece em jogos de basquete ou em uma luta de judô. No entanto, é no futebol que ela se perpetua em momento de suspense, amor, fé e glória!

Está certo que Vítor se adiantou na cobrança e o juiz fez vistas grossas. Blá, blá, blá à parte, o que importa para o torcedor atleticano é que a máxima de time pequeno está prestes acabar. O Galo Louco Brigador só perde o título se quiser — ou a arbitragem garfar. Do contrário, pode marcar a passagem para o Marrocos em dezembro!


E nós, loucos por futebol, só temos a agradecer pela emoção de assistir jogos assim! 

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Avante, Palestra!


Não deu para o Palmeiras. Numa noite azarada do goleiro Bruno, a equipe palestrina perdeu para o Tijuana e está fora das quartas de final da Libertadores.

Mas não há motivos para choro. Desde o início, os torcedores palmeirenses sabiam que a equipe não tinha força para ir muito além na competição.

Torcida precisa ficar ao lado do time
Na verdade, há motivo para orgulho de ver um time desacreditado após cair para a série B do Brasileirão, chegar às semifinais do Paulista e ainda avançar até as oitavas na Libertadores quando tudo e todos desacreditavam.

É verdade que torcedor gosta de títulos, vitórias e alegrias. Afinal, esse é o sentido que nos leva a amar um clube. Mas os palmeirenses agora têm motivos de sobra para acreditar no retorno à série A do nacional.

E mais. Embora não seja um time de sonhos, o Palmeiras voltou a ter no seu DNA o espírito de luta. Esse foi o ingrediente especial para que a equipe tão desacreditada, até pela própria torcida, chegasse além das expectativas.

Há setores que precisam ser reforçados e, finalmente, parece que a paz volta a reinar no Parque Antártica, dando à nova diretoria a tranquilidade para encaminhar o clube de volta ao caminho certo.

Em seus quase 100 anos, o Palmeiras nunca teve uma fase como essa. Nem a queda para a série B anterior foi tão dura. A diferença é que agora o time parece ter força para, aos poucos, brigar de igual para igual com outros grandes.

Então, amigos palmeirenses, deixem as lágrimas no passado e vejam que o futuro pode ser bem diferente.  Assim eu acredito! Espero que vocês também!

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Alex, tão bom quanto um bom e velho vinho



Torcedores de plantão, Alex voltou ao Brasil para ganhar seu primeiro título pelo Coritiba. O Coxa chega ao tetracampeonato paranaense, tornando-se ainda mais soberano no seu Estado.

Quanto a Alex, não há muito a dizer. O ídolo do Palmeiras e do Fenerbahçe continua jogando um bolão, daquele de encher os olhos. Talvez seja o último da espécie dos meias clássicos brasileiros.

 

Alex conquistou primeiro título com a camisa do Coxa
A idade não lhe pesa. Tal qual um bom vinho, quanto mais velho, Alex fica ainda melhor. Consciente e inteligente, oferece classe e futebol de qualidade por onde passa.

Em tempos de crise na Seleção Brasileira, fica claro o quanto Alex foi injustiçado ao não ter sido convocado para a Copa 2002. Não fosse o velho preconceito contra jogadores experientes, certamente estaria na lista para a Copa da Confederações 2013.


Alex tem qualidade de sobra para o meio campo de qualquer time do mundo. E não precisa de vigor físico – o que ainda tem – para comandar como um regente a orquestra que amarga o 19º lugar no ranking da Fifa.


Não podemos negar que hoje o maior concorrente de Alex tem jogado bem. Ronaldinho Gaúcho brilha e encanta como o futebol moleque de outrora, que o levou a ser aplaudido em pé pelas torcidas de Real e Barça, num dos clássicos de maior rivalidade do mundo.


Entretanto, quando veste a amarelinha Ronaldinho murcha e não é o mesmo cara do Galo. E não é à toa! O esquema de Felipão não lhe permite ser o maestro da Seleção.


Talvez com Alex fosse diferente! Não precisa de dribles e firulas para ser bom. Sua qualidade vai além disso. Pena que somente nós torcedores tenhamos essa visão!


Se a Seleção fosse escolhida pelo voto popular, com certeza Alex estaria lá. E, com sua experiência e sabedoria, poderia trazer de novo o sorriso do torcedor brasileiro, que anda amarelado, sem graça, de tanto ver que aquilo que amamos foi transformado em algo tão automatizado, que um drible e uma jogada de efeito são vistos como exceção e não regra.


Sorte do Coxa que tem Alex em campo! Porque o futebol nos clubes brilha muito mais que a Seleção....há tempos!